Serra Grande e o surf: história, cultura e preparação física

Serra Grande tem uma relação com o mar que vai além do turismo. Aqui, o surf é parte da rotina — das crianças que crescem na praia às famílias que acompanham a chegada das jangadas no fim do dia. Esta é a história de um lugar que sempre se moveu, e de como a preparação física pode ajudar qualquer surfista a ir mais longe.

Serra Grande e o surf: uma relação de décadas

Localizada entre Ilhéus e Itacaré na Costa do Cacau, Serra Grande é um distrito de Uruçuca que sempre viveu à margem do turismo de massa — e talvez por isso tenha preservado algo raro: uma identidade cultural genuína.

A Praia do Sargi, com seus 4,5 km de extensão quase deserta, é o coração dessa relação com o mar. Com ondas que funcionam melhor nos swells de sul e sudeste — especialmente entre setembro e março — o Sargi atrai surfistas que buscam justamente o oposto das praias lotadas: tranquilidade, natureza intacta e ondas consistentes.

As ondas do Sargi têm características próprias. São mais cavadas do que as praias vizinhas, com uma vala constante que permite surfar de forma mais intensa. Há picos de areia espalhados ao longo da extensão da praia e uma esquerda que quebra ao lado de uma encosta de pedras — um pico mais exigente, para quem já tem experiência. Uma caminhada de cerca de 20 minutos pela Mata Atlântica a partir do Sargi leva à Praia da Engenhoca, quase inacessível e ainda mais selvagem.

A cultura do surf na vila

O surf em Serra Grande não é um fenômeno recente. A região faz parte da APA Costa de Itacaré – Serra Grande, criada em 1993, que ao mesmo tempo protegeu o meio ambiente e definiu os limites do desenvolvimento turístico na área. Essa proteção preservou não apenas a Mata Atlântica, mas também o caráter da vila.

Com o tempo, Serra Grande foi atraindo surfistas que vinham de Itacaré — conhecida como „surf city“ da Bahia — mas que buscavam um ritmo mais tranquilo. Muitos ficaram. A comunidade local foi incorporando o surf como parte do cotidiano, e hoje é comum ver prancha no teto do carro, crianças aprendendo a remar e grupos de moradores que vão ao mar regularmente.

O Sarau Serra Viva, realizado todo primeiro sábado do mês na vila, é um reflexo desse espírito: arte, gastronomia, cultura e movimento ao ar livre — uma comunidade que valoriza a qualidade de vida e o contato com a natureza.

Por que surfistas precisam de preparação física específica

O surf parece simples de fora — mas quem já entrou na água sabe que é um dos esportes mais exigentes fisicamente. Uma sessão típica de 90 minutos envolve aproximadamente 45 minutos de remada contínua — o equivalente a remar mais de 4 km. Nesses momentos, a frequência cardíaca média fica em torno de 75% do máximo, com picos que chegam a 95% nas remadas explosivas para pegar uma onda.

O surf exige ao mesmo tempo:

  • Resistência aeróbica — para aguentar a sessão sem fadiga excessiva
  • Força explosiva — para o take-off (o momento de levantar na prancha)
  • Força de remada — ombros, costas e core em ação constante
  • Equilíbrio e estabilidade — para manter o controle na onda
  • Mobilidade — para executar manobras com fluidez e sem lesões

Sem preparação física, o corpo chega ao limite rapidamente — e é quando aparecem as lesões mais comuns do surf: problemas nos ombros, dores lombares, entorses de tornozelo e lesões no joelho.

Os pilares do treino para surfistas

1. Força de core e estabilidade

O core — formado pelos músculos do abdômen, lombar, glúteos e quadril — é o centro de produção de força no surf. Ele conecta a remada às pernas, estabiliza o corpo nas manobras e protege a coluna nas quedas. Exercícios como prancha, rotações de tronco e agachamentos são fundamentais em qualquer programa de surf training.

2. Força explosiva para o take-off

O take-off — o momento de levantar da prancha em fração de segundo — exige explosão muscular dos braços, core e pernas simultaneamente. Exercícios como burpees, saltos e push-ups explosivos treinam exatamente esse padrão de movimento, tornando o gesto mais rápido e eficiente na água.

3. Resistência de remada

A remada é o movimento mais repetido no surf e o que mais cansa os ombros e as costas. Exercícios de puxada, remada com haltere e trabalho específico de rotador do manguito fortalecem a musculatura da remada e reduzem o risco de lesões no ombro — uma das mais comuns entre surfistas.

4. Mobilidade e flexibilidade

Mobilidade de quadril, tornozelo e coluna torácica são essenciais para executar manobras com amplitude e fluidez. Um surfista com quadril rígido perde potência nas viradas e força nas manobras. O trabalho de mobilidade — com pilates, alongamento dinâmico e exercícios articulares — é complemento indispensável ao treino de força.

5. Condicionamento cardiovascular

A base aeróbica determina quanto tempo o surfista consegue manter a qualidade do surf sem fadiga. Natação, corrida, ciclismo e treino intervalado são formas eficazes de desenvolver o condicionamento cardiovascular fora da água — e se refletem diretamente no desempenho na água.

Surf training na EkosFit: treino pensado para quem vai ao mar

Na EkosFit, o programa de Surf Training foi desenvolvido especificamente para as demandas do surf praticado em Serra Grande. Trabalha força funcional, mobilidade, resistência de remada e explosão — com orientação profissional e progressão individualizada.

O programa é indicado tanto para quem já surfa e quer melhorar o desempenho quanto para quem está começando e quer construir uma base física sólida antes de entrar na água.

O Pilates — também disponível na EkosFit — é um complemento natural ao surf training: trabalha mobilidade, controle corporal e consciência de movimento de forma profunda e eficaz.


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